Quarta-feira, Abril 12, 2006


1 ano do Ian

Não consigo lembrar o q eu estava fazendo há exatamente 1 ano, a essa hora.

Eu lembro da tensão, do medo de não conseguir, de tudo dar errado.

Lembro de como eu já estava cansada e como não suportava qualquer toque na minha pele; acho q fui a única mulher q quis uma doula mas não permitia ser tocada. E a Ingrid teve uma paciência enorme. Minha doula aprendiz de parteira.

Lembro do carinho da Helô. Da Helô transformada em sacerdotisa. Por algum motivo, q não sei explicar, pra mim ela era Raven. Calada, introspectiva e apenas ali, ao meu lado, somente pro caso de haver necessidade.

O medo era tão grande... A essa hora, há 1 ano, eu tinha quase 24 horas de trabalho de parto. Sem grandes avanços, sem grande evolução, sem contrações eficazes.

E mesmo assim ele chegou num partinho normal frankestein básico. Com direito a ruptura da bolsa, soro, peridural, raqui, kristeler e episiotomia, vitaminha k injetável, vacina e nitrato de prata (isso mesmo?) nos olhos. Intervençõezinhas básicas. Coisa pouca pra quem tava aguardando um parto natural. ;)

Daqui a poucos minutos eu celebro o primeiro ano da vida tão desejada e tão amada do meu filho. E eu sentei aqui pra escrever sobre felicidade. Mas a sensação de frustração q me veio agora foi tão maior... Eu não o peguei no colo nem o amamentei pq estava doidona de anestesia. E isso, nunca, vai voltar. E essa chance eu nunca vou ter de novo. Pq ele não vai nascer outra vez.

Eu amo ter conseguido, apesar de tudo, um parto normal q, teoricamente, facilitará meu próximo parto. Mas o próximo nunca será o 1o. e eu não o amamentei por horas após seu nascimento. E até hoje eu não sei o q foi feito com ele enquanto eu me recuperava da anestesia. Até hoje eu não sei como é uma placenta, ou como era o
cordão umbilical dele.

Não preciso de respostas, solidariedade ou o q quer q seja com relação a isso tudo. Já sei tudo q eu precisava saber, já tive todas as respostas sobre tudo q julguei desnecessário. Já sei q apesar de tudo o parto normal foi uma vitória aos 42 minutos do 2o. tempo, ou melhor, às 42 semanas e 4 dias de gestação. Sei q tudo foi feito da melhor maneira possível. Mas a dor e a frustração não diminuem por eu saber disso tudo.

A cicatriz é minha, a dor foi minha, o peito não mamado foi meu, a falta de força nos braços foi minha. Eu não me conformo e nunca vou me conformar com essa episiotomia. Pollyanna q me desculpe, mas o jogo do contente não funciona agora.

Não consigo expressar toda a frustração q me invadiu nesse momento. E, ao mesmo tempo, toda a felicidade por esse ano q se passou, pela nova Aracy q nasceu, pela mulher em q me transformei em consequência de todos esses fatos.

Uma derrota enorme pelas frustrações, e uma vitória imensurável, por todas as conquistas.

Desculpa, eu precisava desabafar.

Beijocas,
Cyça do Cacá e do Ian q está fazendo 1 ano e ainda mama no peitão amarradão

Publicado por Cyça - 12:10 AM
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Quarta-feira, Janeiro 25, 2006


E não é que esse negócio de (re)crescer dá trabalho?


Depois de um longo e turbulento período sem escrever, eis q surge, enfim, uma oportunidade de atualizar meu pobre blog abandonado.

Se vc tentou, em vão, saber como andam as coisas comigo, me desculpe pela falta de notícias. A nossa vida virou e revirou nesses últimos tempos.

Em um momento, "ganhamos" a casa da minha sogra. No outro momento, só se a sogra viesse dentro. E, ela que me desculpe, mas, sogra por sogra, o meu marido q continue morando com a dele... hauauahauhuahauhauua Agora, sem sacanagem. Descobrimos q ficaria inviável fazer duas mudanças. Isso, duas: da casa da minha mãe pra casa da minha sogra e depois da sogra pra Teresópolis. Teresópolis mesmo, pq o espanto? É q o Cacá foi aprovado no concurso da Prefeitura de Terê e resolvemos nos mudar pra lá. Aí, roda-mundo-roda-gigante-roda-moinho-roda-peão, o vento rodou na nossa vida mais uma vez e chegamos à conclusão q o melhor agora é continuar na casa da minha mãe mesmo. Colocamos um kit-gás esperto no carro e todos os nossos prejuízos com combustível desde q viemos pra Jacarepaguá foram eliminados, como num passe de mágica.

E eu, pasme vc, estou agora escrevendo este post direto do meu novo trabalho. Saí do trabalho em casa com papai pra trabalhar num curso preparatório pra concurso no Centro da Cidade. Eu, logo eu, q sempre disse q trabalhar com telemarketing é escravidão, tô na linha de frente do call center da empresa. Descobri que call center é nome chique pra coisa simples. Modéstia à parte, descobri q falo profissionalmente muito bem ao telefone e q meu poder de persuasão é bem maior do q eu poderia imaginar. É q eu vesti a camisa da empresa e acreditei na maneira de trabalho do curso. Então, ninguém me segura, e eu consigo vender bem o curso.

De lambuja, tô fazendo preparatório pra concursos públicos aqui, "de grátis". Vou fazer todos. É concurso, eu tô traçando, ou melhor, me inscrevendo.

O meu sofrimento é só sair de casa e deixar meu pequetucho lá. Hoje foi um chororô danado... Ele tá dando tchauzinho, minha gente. Tchauzinho, pode?! Aquele tchau meu confuso, q não se sabe se é tchau ou vem cá, pq sacoleja a mão toda. Falta a coordenação motora suficiente pra güentar a mão firme. E eu chorei. Nossa, como chorei.

E os meus sonhos? Os meus planos? Oras! Mas se eu só sonhei até hj! Descobri q é preciso TRABALHAR pra poder realizar os sonhos. Só sonhar é muito confortável e muito pouco prático. Uaaaau! Bonito isso q eu disse agora... Se o Cacá ler vai até se orgulhar de mim! ;)

O próximo baby, se houver, só vai vir qdo eu for funcionária pública, com licença-maternidade de 6 meses, mais licença-prêmio e férias. Fica mais fácil de eu conseguir meus sonhos se eu tiver uma estrutura forte pra isso. Não dá pra deixar só nas costas do maridão, né?!

Glau, Rê, Josi, Marina, Deb Mamífera! Tô devendo visita, tô devendo comentário. Eu leio, gente, eu leio, mas eu não consigo escrever.

Saudades de todos vcs.

Então é isso. Beijocas!

Publicado por Cyça - 4:22 PM
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Sexta-feira, Dezembro 23, 2005


(*)

Esse papo de empoderamento, tomar as rédeas da vida nas próprias mãos... Quando a gente começa, não faz idéia da bola de neve que precede a avalanche. Quando a gente se dá conta, a tempestade já veio tão forte, a enchente e o estrago são tão grandes, que só aí vc se dá conta do qto é tarde para querer voltar. E, aquilo tudo q começou com uma simples vontade, curiosidade, de repente vira toda a sua vida de cabeça pra baixo dentro do globo da morte (aquele das motocas...).

Nesse momento, eu só queria entrar num buraco negro... Ou, que tal, um belo enema cerebral?...


(*) Imagem: http://www.ideariumperpetuo.com/singbh1.gif

Publicado por Cyça - 3:43 AM
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Esse papo de empoderamento, tomar as rédeas da vida nas próprias mãos... Quando a gente começa, não faz idéia da bola de neve que precede a avalanche. Quando a gente se dá conta, a tempestade já veio tão forte, a enchente e o estrago são tão grandes, que só aí vc se dá conta do qto é tarde para querer voltar. E, aquilo tudo q começou com uma simples vontade, curiosidade, de repente vira toda a sua vida de cabeça pra baixo dentro do globo da morte (aquele das motocas...).

Nesse momento, como já disse a Ingrid, eu só queria um enema cerebral...

Publicado por Cyça - 3:33 AM
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Sábado, Dezembro 10, 2005


(*)


Recrescendo eu vou...

Muito tenho pra escrever, mas o tempo tá tão curtinho, tão enrolado...

Recrescendo eu vou...

Tanta mudança nessa cabecinha, tanta transformação em tão pouco tempo...

Recrescendo eu vou...

E logo, logo, muitas novas notícias pra postar aqui.

Recrescendo eu vou...

Tal e qual uma sinfonia, q começa miudinha e vai se agigantando...

Recrescendo eu vou...

Até, em qualquer momento, me parir.

(*) imagem retirade de Kevin Thom

Publicado por Cyça - 2:00 PM
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Terça-feira, Novembro 29, 2005



http://www.congressorehuna.org.br/


Eu vou! Tum tum tum! Eu vou! Tum tum tum! Eu vou! Tum tum tum!
Eu vou! Tum tum tum! Eu vou! Tum tum tum! Eu vou! Tum tum tum!
Eu vou! Tum tum tum! Eu vou! Tum tum tum! Eu vou! Tum tum tum!
Eu vou! Tum tum tum! Eu vou! Tum tum tum! Eu vou! Tum tum tum!
Eu vou! Tum tum tum! Eu vou! Tum tum tum! Eu vou! Tum tum tum!



E tudo será diferente aqui nesta cabeça depois deste congresso.

E as coisas vão começando a voltar para seus devidos lugares nesta vida louca vida...

Publicado por Cyça - 6:35 PM
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Terça-feira, Novembro 08, 2005


Recebi num email. Amei. Resolvi postar aqui.

"Há mulheres de todos os gêneros. Histéricas, batalhadoras, frescas, profissionais, chatas, inteligentes, gostosas, parasitas, sensacionais. Mulheres de origens diversas, de idades várias, mulheres de posses ou de grana curta. Mulheres de tudo quanto é jeito. Mas se eu fosse homem prestaria atenção apenas num quesito: se a mulher é do tipo que puxa pra cima ou se é do tipo que empurra pra baixo.

Dizem que por trás de todo grande homem existe uma grande mulher. Meia-verdade. Ele pode ser grande estando sozinho também. Mas com uma mulher xarope ele não vai chegar a lugar algum.

Mulher que puxa pra cima é mulher que aposta nas decisões do cara, que não fica telefonando pro escritório toda hora, que tem a profissão dela, que o apóia quando ele diz que vai pedir demissão por questões éticas e que confia que vai dar tudo certo.

Mulher que empurra pra baixo é a que põe minhoca na cabeça dele sobre os seus colegas, a que tem acessos de carência bem na hora que ele tem que entrar numa reunião, a que não avaliza nenhuma mudança que ele propõe, a que quer manter tudo como está.

Mulher que puxa pra cima é a que dá uns toques na hora de ele se vestir, a que não perturba com questões menores, a que incentiva o marido a procurar os amigos, a que separa matérias de revista que possam interessá-lo, a que indica livros, a que faz amor com vontade.

Mulher que empurra pra baixo é a que reclama do salário dele, a que não acredita que ele tenha taco pra assumir uma promoção, a que acha que viajar é despesa e não investimento, a que tem ciúmes da secretária.

Mulher que puxa pra cima é a que dá conselhos e não palpite, a que acompanha nas festas e nas roubadas, a que tem bom humor.

Mulher que empurra pra baixo é a que debocha dos defeitos dele em rodinhas de amigos e que não acredita que ele vá mais longe do que já foi.

Se por trás de todo grande homem existe uma grande mulher, então vale o inverso também: Por trás de um pequeno homem talvez exista uma mulherzinha de nada.

Martha Medeiros - 22/11/04
"

Acho q eu puxo pra cima... ;)

Publicado por Cyça - 6:38 PM
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Domingo, Outubro 30, 2005


Tudo, hoje, é tão diferente do q sempre foi. Os problemas são os mesmos, as histórias são sempre as mesmas, mas tudo hoje é tão diferente do q sempre vi. É como reler As Brumas de Avalon, ou Pollyanna, ou O pequeno Príncipe. As mesmas histórias de sempre por prismas tão diferentes a cada fase da vida da gente. E a cada nova leitura vc descobre nuances da história q vc nunca tinha notado.

Você descobre sutilezas que vc nunca tinha reparado, detalhes nunca vistos nas personagens. Você descobre q algumas coisas são tão simples, mesmo q tenham parecido tão graves. E algumas coisas simples são realmente graves.

E vc não sabe o q fazer. Não sabe se deve. Ou mesmo se quer fazer alguma coisa. Ou se pode. Ou se vai adiantar se vc fizer algo.

O tempo passa e vc vê as pessoas insistirem nos mesmos erros. Nas mesmas histórias. Mas só vc consegue ver como as mesmas coisas são agora tão diferentes. E vc se pergunta pq é q só vc consegue ver. E pq nunca viu antes. E como é q ninguém nota q é tudo tão diferente. E tão igual. E tão simples.

É preciso querer mudar. É preciso querer q as coisas mudem. E é preciso ter coragem de assumir as mudanças. E disposição, principalmente, pq mudar dá muito trabalho. Mas nenhuma mudança se dá de uma hora pra outra, num estalar de dedos. Isso é algo q o meu Cacá não aceita: pra ele, se vc quer mudar, vc pode e pode agora, já, neste exato momento. Pra mim não. Com exceção de parar de fumar. A mudança lenta tem funcionado comigo. Aos poucos, devagar. Mas não sei se é perceptível aos olhos de fora dos outros. Os meus olhos de fora já notaram as mudanças. Os meus olhos de dentro tentam me sabotar. Pq dá muito trabalho mesmo. É muito cansativo.

Os meus olhos de dentro me fazem divagar. Os meus olhos de dentro brigam entre querer ser quem eu quero ser e quem eu sempre me habituei a ser. Os meus olhos de dentro vêem uma mulher preguiçosa e gorda, mas vêem também a mulher ativa, prática e gostosa. Os meus olhos de fora esperam pra ver quem vai aparecer. Mas os meus olhos de fora conseguem notar as mínimas diferenças q os olhos de fora dos outros às vezes não conseguem notar. Mudanças sutis só são notadas pelos olhos de fora dos outros à longo prazo.

Os meus olhos de fora vêem todas essas mesmas coisas das mesmas histórias de sempre e se dão conta de q é tudo igual. Os meus olhos de dentro que vêem tudo tão diferente. Por isso que os meus olhos de dentro brigam tanto um com o outro.

Publicado por Cyça - 2:26 AM
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Quinta-feira, Outubro 20, 2005


Voluntariado em hospital público.

Vamos ver no q vai dar...

Publicado por Cyça - 11:32 AM
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Sábado, Outubro 15, 2005


Parabéns aos professores sofredores pelo dia de hj. Especialmente pro meu príncipe encantado.

Publicado por Cyça - 11:28 AM
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"Viver é melhor que comer."

Optei por viver...

Publicado por Cyça - 11:26 AM
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Sexta-feira, Outubro 14, 2005


Houve um tempo na minha vida em q eu não defendia a minha verdade. Porque, na verdade, eu não tinha uma verdade minha. Minhas verdades eram as dos outros. Naquele tempo, de fato, eu era influenciável demais. Talvez eu ainda seja.

Nesse tempo eu optei pela ignorância. Escolhi não saber nada de nada, não me aprofundar, não aprender, não pensar. Era mais fácil. Era simples deixar as rédeas na mão dos outros, deixar a vida levar.

Em outro momento, depois de tanto tempo afundada na ignorância, eu resolvi descobrir quem eu era. Ainda não obtive sucesso. Mas descobri q buscar é mais interessante que encontrar.

Comecei a ter minhas vontades, minhas verdades, meus próprios pensamentos. Resolvi levar as rédeas da minha vida nas minhas mãos. Descobri que isso dá trabalho. Cansa. Dói. Era tão mais fácil concordar com tudo, ser conivente, ser cúmplice. Ir contra demanda tanta energia...

Foi na gravidez q eu comecei meu empoderamento. Peguei pra mim o poder sobre mim. Passei a assumir as conseqüências, a responsabilidade pelos meus próprios atos. Modificar padrão de comportamento é muito difícil! É cansativo, é doloroso.

Por isso o recrescer. Porque foi depois deste empoderamento inicial q passei a ter consciência de mim, de fato. Porque foi a partir disso q eu comecei a ter verdades minhas. E comecei a impô-las. E passei a não aceitar q me impusessem verdades q não me pertecem. Deixei de ser conivente. Deixei de ser cúmplice. Não tenho q engolir o q me incomoda.

Agora eu me dei conta q preciso aprender q as minhas verdades são minhas. Não posso fazer justamente o q tanto critico: impor minhas idéias como absolutas.

Penso, agora, q o mais difícil é saber conviver com verdades distintas.

Publicado por Cyça - 2:06 AM
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Domingo, Outubro 09, 2005



Cuca enlouquecedora de Banana

Ingredientes:
- 3 copos (de requeijão) de farinha de trigo
- 2 copos (de requeijão) de açúcar
- 6 colheres (de sopa) de margarina Qualy
- 1 dúzia de bananas bem maduras
- canela em pó

Modo de fazer:

- Escolha uma tarde de domingo de casa cheia para fazer este doce.

- Peneire a farinha de trigo e o açúcar. Vá fazendo aquela poeirada básica em volta de tudo enquanto peneira.

- Lembre de Jackson do Pandeiro e vá cantando por dentro:
"Oi, peneirou, peneirou, peneirou, gavião
Dos ares para voar
Tu beliscas mas não come, gavião,
Da massa que eu peneirar"

- Converse com a cunhada-afilhada e se dê conta do quão lerda vc pode ser.

- Gabe-se do quanto esta receita é ridícula e enlouquecedora.

- Derreta a Qualy por 40s no microondas. Fica muito mais fácil depois. Parece q essa receita fica muito mais gostosa com manteiga, mas seria suicídio arriscar acabar com a manteiga do papai.

- Fale que todos vão amar esta cuca qdo estiver pronta.

- Imagine o maridão doido pra comer o doce. Lembre-se de que ele está no Campeonato Intergalático de Futebol de Botão e vc precisa guardar um pouco pra ele quando estiver pronto. Sinta saudade dele e uma enorme vontade de beijá-lo.

- Pare para ver pq o seu filho está ranhetando na cadeirinha. Verifique q o seu irmão implicante está irritando o seu filho, tirando a bendita escova da mão do moleque de apenas 6 meses, só para vê-lo fazer pirracinha.

- Agora imagine daqui a quantos anos o pivete vai chegar na barra da sua saia, puxando seu avental, em outra tarde como esta, pedindo pra vc fazer a cuca de banana. Sorria sozinha e deseje q esse dia chegue logo.

- Deixe de ser lenta.

- Sente-se ao lado da cunhada-afilhada e misture a farinha e o açúcar peneirado com a margarina derretida. Vá misturando com uma colher, até q não haja mais suquinho de margarina. Agora, com as mãos, vá apertando tudo, misturando bem, até que vire uma farofinha.

- Forre um tabuleiro grande com, aproximadamente, metade da farofa, espalhando bem. Reserve a outra metade de farofa.

- Imagine o maridão reclamando pq vc está comendo a farofinha crua. Lembre-se q ele não está em casa. Sorria.

- Peça à sua irmã aquela fruteira abarrotada de bananas, cheia de mosquitinho em cima. Escolha a dúzia de banana mais velhinha. As bananas q estão com parte da casca preta tendem a ser mais doces. Com toda certeza, estarão mais maduras. Vá pegando justamente aquelas que ninguém vai ter coragem de comer. Essas são as mais maduras, doces e macias.

- Lembre-se q o maridão pediu pra vc fazer doce de banana. Aproveite q o seu pai é exagerado e, apesar de vc pegar uma dúzia de bananas, ainda sobrou mooooooita banana na fruteira.

- Levante-se e ligue o forno em temperatura alta.

- Corte as bananas em rodelinhas fininhas. Vá jogando em cima da farofa no tabuleiro. Deixe a cunhada-afilhada te ajudar e faça-a arrumar as rodelinhas lá em cima. Vá cortando as bananas com calma. A cunhada-afilhada pé-pé pacientemente vai espalhar a bananinha toda. Deixe o tabuleiro bem forrado com as bananas.

- Pegue canela em pó e salpique por cima das bananas. Tenha bom senso. Não coloque canela demais nem de menos.

- Converse um pouco com a cunhadinha. Reclame do seu irmão chato. Diga q está com saudades do maridão. Escute-a dizer q está tão feliz com seu irmão e q ele anda tão bem-humorado.

- Deixe de ser lerda.

- Gabe-se novamente desta receita.

- Pegue a outra metade da farofa e vá jogando por cima da banana com canela. Deixe bem esfareladinho.

- Veja seu cunhado no carro do seu pai, buzinando sem parar. Tente entender o q ele está fazendo no quintal dentro do carro. Deixe sua cunhada-afilhada contar q seu pequeno está lá dentro. Duvide. Veja o cabeção do seu filhote pulando de um lado pro outro. Ria bastante. Sinta o peito cheio de ternura.

- Pegue o tabuleiro e leve ao forno. Lembre-se que vc deixou o forno alto há uns 10 ou 15 minutos. Veja a hora.

- Deixe de enrolar. Vá lavar a louça de uma vez. Vc ainda precisa fazer o doce de banana do maridão.

- Lave a louça enquanto a cuca está no forno. Converse com a cunhada-afilhada.

- Sinta o cheiro saindo do forno rapidamente. O forno estava alto, lembra? Não leva nem 10 minutos pra ficar pronto. Não deixe queimar, sua lerda!

- Gabe-se mais uma vez!

- Fique feliz pelo seu irmão não suportar margarina. Comemore com a cunhada-afilhada porque seu irmão não vai comer e assim vai sobrar mais.

- Peça ao cunhado para tirar a cuca do forno pois sua mão está cheia de sabão. Escute o cunhado perguntar o q é isso. Responda q é algo apaixonante e q ele vai querer comer tudo.

- Enxágue a louça e diga pra cunhada-afilhada q já pode comer.

- Diga a ela q a cuca realmente é enlouquecedora. Deixe a cunhada-afilhada descobrir q gosta mais da cuca fria. Corra pra comer a cuca quente e queime sua boca.

- Fique feliz por ter ido pra cozinha fazer um delicioso quitute para seus familiares.

- Lamente-se pq o maridão não está em casa e seu filhote ainda não come. Prometa a si mesma q vai se aprimorar em todas essas receitinhas pra qdo o moleque estiver comendo.

- Constate q seu dia foi agradável e corra pro computador para escrever demoradamente.

- Amamente seu filho enquanto escreve, até q ele durma no seu colo.

- Dê-se conta de q vc demorou muito e é possível q a cuca já tenha acabado.

- Levante-se e vá logo fazer o bendito doce do maridão.

- Não esqueça q a vida é feita de pequeninos detalhes.

- Permita-se ficar muito feliz com pequenas coisas.

- Bom apetite!

Publicado por Cyça - 8:36 PM
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Sexta-feira, Outubro 07, 2005


"Para cada esforço disciplinado,
há múltiplas recompensas !"
Thomas Henry Huxley

Publicado por Cyça - 7:57 PM
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Quarta-feira, Outubro 05, 2005


Uma única canção
Aracy Fontes Tavares

Uma canção que bastasse
Pra dizer tudo que sinto
Sobre as tardes cinzas da tua ausência

Uma canção que bastasse
Pra contar que o sol chegou
E reluziu todo esse amor

Uma única canção
Sobre esse amor tão grande
De borboletas na barriga

Uma canção que bastasse
Mesmo sem música, mesmo sem refrão
Eternizasse de uma vez
O que já não cabe só no coração

Publicado por Cyça - 12:24 AM
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27 anos, casada com o melhor e mais gostoso maridão do mundo, mãe do moleque mais lindo e mais esperto do mundo, Rio de Janeiro

Recrescer é minha tentativa de crescer depois de crescida. De tentar me entender, entender tudo isso q aconteceu na minha vida e na minha cabeça depois q meu filho nasceu. Recrescer é descobrir quem eu sou, no q me transformei e no q me transformarei. É minha tentativa de verbalizar o q eu ainda nem sei como expressar...

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